segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Adoração: do exílio à restauração (comentário ao estudo nº 10)





Etimologicamente, o sentimento de adoração é um estado de prostração e de reverência. O conceito de adoração, no entanto, se amplia pela necessidade de identificar o ser a quem se deve adorar; conhecer as exigências da adoração adequada; destacar as formas variadas de adoração; permanecer no lugar estabelecido para evocar esse sentimento. No cenário do Antigo Testamento, o lugar da autêntica adoração, onde todos os critérios requeridos se manifestavam, era o Tabernáculo de Deus; mais tarde, o Templo de Jerusalém. A razão imperiosa para definir o lugar de adoração foi determinada por Deus, para que o Ser divino pudesse morar entre Seu povo.

O objetivo primário de manter um lugar apropriado para expressar adoração a Deus era o da renovação das promessas da Aliança. Deus faria de Abraão uma grande nação e lhe daria a terra por herança. Em palavras mais francas: Deus faria de Abraão uma nação próspera e que estivesse sob a proteção divina. A adoração no lugar determinado por Deus implica na expressão de fervorosa reverência com os ouvidos da humildade atentos para ouvir as promessas de Deus. Assim ocorreu em Siquém (Gn 12:6), em Manre (Gn 13:18), em Berseba (Gn 21:33) e em Betel (Gn 28:16-19).

No período da peregrinação, e sob a liderança de Moisés, o senso da presença de Deus devia acompanhar o passo lento dos que foram libertos. Esse sentimento era expresso na visualização constante do Tabernáculo de Deus. O serviço nesse lugar de adoração foi incrementado com o sacrifício contínuo do cordeiro; símbolo da morte do Salvador prometido. Mais tarde, o Tabernáculo foi substituído pela construção imponente do Templo de Salomão, que, ao ser concluído ficou cheio da glória do Senhor (1Rs 8:11).  Em termos de religiosidade, o povo de Israel obteve favor desmedido com a construção do Templo de Jerusalém. Aquele era o lugar de adoração; ali podiam ter senso da presença de Deus; ali o povo podia ouvir com os ouvidos do espírito, as promessas da Aliança; ali o povo podia antever o sacrifício do Redentor para promover a salvação final. Mas a indiferença às prescrições divinas, a influência dos costumes e tendências idolátricas promovidas por outras nações, o desregramento dos líderes espirituais, levou historicamente, ao abandono da importância do Templo como símbolo de religiosidade. Fatidicamente, logo aconteceu a destruição do Templo e o exílio.

O EXÍLIO.  “FILHO DO HOMEM, VOCÊ VIU...?”

A situação do povo de Deus nos séculos VIII e VII a.C. podia ser analisada através de dois condutos de observação: uma profética e outra histórica. Profeticamente, vários profetas insinuaram a destruição da cidade de Jerusalém e do seu Templo, por intervenção do poder babilônico. Historicamente, no entanto, isso não pareceria acontecer, pois Babilônia não passava de uma região sob o domínio do império Assírio. Profeticamente, o vaticínio mais pessimista sobre o destino de Jerusalém havia sido anunciado pelo profeta Jeremias durante 23 anos, desde o décimo terceiro ano de governo do rei Josias (Jr 25:30), finalizando essa mensagem, em forma de epílogo, com a invasão de Nabucodonosor (Jr 25:9) e o exílio de 70 anos (Jr 25:12).

O rei Josias, de Judá, governou durante 31 anos, em Jerusalém (2Cr 34:1), desde 640 a.C. A pregação de Jeremias teve início em 627 a.C. Os registros históricos desse período, auxiliados por documentos arqueológicos, narram o poderio do reino da Assíria alcançado no governo do rei Ashurbanipal. Sua capital, Nínive, estava embelezada com palácios, parques, museus, largas avenidas, em destaque a biblioteca real, e até um zoológico de raras espécies de animais era mantido. Seu domínio alcançava toda a região sul da Mesopotâmia, incluindo Babilônia; ainda no leste ocupava os territórios do Elam, incluindo a Pérsia e a Média; pelo lado ocidental do Eufrates, seu domínio se estendia até as fronteiras da Anatólia, o território da Síria e toda a Palestina, até o norte do Egito. Mas, segundo a previsão divina, tudo mudaria em pouquíssimo tempo.

Em 627, a.C. ocorreu a morte do rei Ashurbanipal. O império assírio ingressou numa crise de poder político que o levou a uma inevitável decadência. Nabopolasar, líder do pequeno reino da Babilônia, começou um movimento para se libertar do domínio assírio. Unido a Cyaxares, rei da Média, formou um exército que avançou pela margem oriental do rio Tigre até alcançar a cidade de Nínive e destruí-la, matando Shin-Shar-Ishkun, último rei assírio (611 a.C.). As previsões proféticas pareciam não se cumprir quando o faraó Neco, do Egito, atravessou a Palestina com um poderoso exército a fim de deter o crescimento do poder babilônico. Houve uma batalha às margens do rio Eufrates onde o exército de Nabopolasar foi destruído (609 a.C.). Então, o faraó Neco, dono da situação, acampou em Carquemis. Nabucodonosor, filho do rei babilônico derrotado, iniciou a reorganização do exército numa operação inimaginável, praticamente retirando das cinzas o que era imprescindível para uma campanha bélica. Em 606 a.C., ele dirigiu seus comandados pela margem ocidental do Eufrates e encontrou o exército egípcio do faraó Neco em Carquemis. A batalha foi denodada e o vencedor foi Nabucodonosor. Estimulado por essa façanha, o rei babilônico desceu pelos territórios da Palestina e ocupou várias cidades, entre elas, Jerusalém (2Rs 24:1).  Esse foi o início do exílio.

Devido à rebelião de Jeoaquim, rei de Judá, Nabucodonosor realizou uma segunda invasão de Jerusalém (598 a.C.) e a destruiu (2Rs 24:2). Como consequência da rebelião de Zedequias, rei de Judá, onze anos mais tarde, Nabucodonosor comandou uma terceira invasão de Jerusalém (587 a.C) e destruiu o Templo ou a Casa do Senhor (2Rs 25:9). Assim ocorreu, exatamente como os profetas predisseram e lamentaram. O povo de Deus, não mais teria o lugar sagrado para manifestar sua adoração. Por que isso aconteceu?

A resposta a essa pergunta está na visão reveladora do profeta Ezequiel, que descreve no capítulo oitavo do seu livro os pecados abomináveis dos líderes do povo. As palavras do profeta não deixam dúvidas de que os principais descalabros morais dos líderes judeus eram a idolatria e a prostituição. O grau elevado dessa transgressão é colocado em destaque mediante a expressão que denota admiração inusitada: “Filho do homem, você viu o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas...?” (Ez 8:12). O espírito libertino dos transgressores os levou a considerar seus vícios como atos escondidos dos olhos divinos, formulando a maldosa razão lógica aplicável só a seres limitados como são os homens comuns; “pois dizem: O Senhor não nos vê...” (Ez 8:12 u.p.).

O Templo de Jerusalém, que brilhava com esplendor pelo material dourado empregado nas suas paredes e móveis; e muito mais, pelo brilho celestial da Shekinah, símbolo da presença de Deus, foi considerado com desdém pelos líderes judeus, anulando dessa maneira a definição do Templo como lugar de adoração. A tendência religiosa era seguir os padrões de adoração das nações pagãs, caracterizadas pela idolatria e a prostituição. Os cultos idolátricos eram celebrados com práticas de pródiga sensualidade. Centenas e milhares de moças, falsamente chamadas de “sacerdotisas”, eram usadas para concretizar o ritual de perversão. Mas Israel, imitando essa prática, foi além daquela pretensa mostra de religiosidade, estabelecendo nessas celebrações, pessoas do sexo masculino para dar mais realce à obscenidade. Foram identificados pelo tradutor bíblico como “prostitutos cultuais” (1Rs 14:24; 15:12). Nessas condições, o Templo perdeu toda significação como lugar de adoração a Deus, e devia ser retirado.

O EXÍLIO: ADORANDO A IMAGEM

A quantidade de manifestações religiosas, no passado e no presente, é de difícil enumeração. O princípio fundamental da existência de tais agrupamentos religiosos é a pretensão de serem verdadeiros. Se todas as religiões fossem verdadeiras, suas doutrinas seriam comuns, seus deuses praticamente seriam os mesmos, o fundamento e a finalidade delas seriam análogos. Mas isso não acontece. Só uma religião pode ser verdadeira e as outras, falsas em graus diferentes de fraudulência.

Vários critérios podem ser usados para diferenciar a religião verdadeira das que não o são. Mencionaremos dois critérios: o da temporalidade do grupo religioso; quer dizer que uma religião que existiu alguns anos e logo não tem vigência, não pode ter a característica de ser veraz. Outro critério: consciência da revelação divina; Nenhuma expressão religiosa surgida pelo esforço racional da mente ou impulso de algum tipo de sentimento pode ser verdadeira, pois precisa da revelação divina através de seus servos, os profetas. A religião do povo de Israel estava assentada sobre a revelação divina desde o período patriarcal. Deus Se revelou ao povo de Israel através das Suas mensagens e do Seu poder: na vida de Abraão, no Êxodo, na peregrinação pelo deserto, na posse da terra de Canaã, na vida de Elias enfrentando os sacerdotes de Baal, etc. O símbolo mais eloquente da religião de Israel como expressão verossímil era o Tabernáculo do Senhor ou o Templo de Jerusalém. Ali, o israelita podia exprimir sua adoração a Deus, consciente da Sua revelação.

Durante o período do exílio babilônico, o povo judeu estava desprovido do símbolo da sua religiosidade: o Templo. Seu sentimento de adoração ficou então mais anuviado pela autoridade vigente que impunha, mediante seu poder civil e religioso, a obrigatoriedade de adorar a imagem da religião babilônica. Assim tinha sido nos tempos pretéritos, quando os amigos de Daniel foram colocados em situação de testar sua fé, como adoradores da verdadeira entidade divina a quem é tributada essa adoração. Não era momento de balançar sentimentos de adoração entre duas forças antagônicas, que impõem a seus fiéis adoração e obediência; mas de confirmar a fé.  Os três jovens hebreus passaram a prova declarando que eram adoradores do único Deus verdadeiro que Se revela através das Suas Leis e do Seu poder.

Apesar das ameaças proferidas, os jovens hebreus manifestaram sua profunda convicção da revelação divina e afirmaram que, mesmo que Deus não revelasse Seu poder naquelas circunstâncias, eles ainda assim continuariam a adorá-Lo. Mas o verdadeiro Deus Se revelou novamente mostrando Seu poder salvador ao livrar os jovens dos efeitos do fogo devorador.

A RESTAURAÇÃO: ONDE ESTÃO AGORA SEUS ANTEPASSADOS?

Em 539 a.C., Ciro, rei dos medos e persas, destruiu a orgulhosa nação babilônica e, guiado pelo Deus que ele não conhecia (Is 45:5), resolveu libertar e permitir o retorno dos exilados a seus territórios originários respectivos, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas (Ed 1:1). O decreto emitido por Ciro era genérico na sua essência, pois permitia o livramento dos cativos de todas as nações; mas, por respeito ao povo judeu, tinha um caráter específico, pois determinava a reconstrução do Templo de Jerusalém, conforme o “Senhor, Deus dos Céus” assim o requeria (Ed 1:2, 3). O próprio soberano dos reinos conquistados se tornou o principal patrocinador do nobre empreendimento. Para isso, ele dispôs que tesouros fossem ofertados para a realização de tão sublime projeto (Ed 1:4), as despesas seriam pagas pelo reino, e os tesouros do Templo, arrebatados por Nabucodonosor, seriam devolvidos (Ed 6:4, 5).  Tudo parecia ser favorável para concretizar a magna obra.

Na planície desértica da Mesopotâmia, os ventos que conduziam as partículas arenosas do solo se tornaram testemunhas de eventos negativos ao projeto divino.  Ciro, o grande incentivador da construção do Templo de Jerusalém, caiu morto, atravessado pela ponta fatídica de uma flecha lançada na fragorosa batalha contra os Magetas, tribo oriental conduzida pela rainha Tomiris (530 a.C.). Seu filho primogênito, Cambises II, foi declarado seu sucessor. Era um jovem indolente, com ambição de poder egoísta, impulso que o levou a mandar assassinar seu irmão Bardidja, chamado também Smeridis. Cambises, inexperiente no manuseio das coisas do reino, demonstrou indiferença na continuação dos projetos de seu pai. Empreendeu conquistas territoriais chegando a ocupar o norte do Egito (522 a.C.), quando foi informado da usurpação do seu trono por parte do seu irmão Bardidja. Cheio de incertezas, preferiu tirar-lhe a vida, não suspeitando tratar-se de um falso usurpador. Então, Dario Histaspes ocupou o trono.

No lento início da construção do Templo, inimigos do povo judeu se levantaram para impedir que o magnífico edifício fosse erigido. A autoridade política que respondia por esse território diante do governo de Dario procurou impedir o prosseguimento da obra mediante carta acusadora enviada ao rei (Ed 5:3-17).

Os judeus que voltaram a Jerusalém foram afetados por essa névoa política, permitindo que a indiferença às coisas espirituais enchesse suas mentes conturbadas.  A tendência era buscar o conforto pessoal construindo residências custosas em detrimento do interesse pela construção do Templo cujas ruínas ainda eram visíveis (Ag 1:4). O esforço para conseguir o bem material os levava ao extremo irresistível de trabalhar com denodo, recebendo como recompensa apenas o necessário para satisfazer a cobiça prazenteira. As palavras proféticas bem ilustram essa condição: “
Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos... e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado” (Ag 1:6).

Naquela condição anômala de comportamento social dos judeus, Deus, na Sua misericórdia, deixou ouvir Sua voz por intermédio dos profetas para estimulá-los a viver uma vida de esperança e satisfação real (Es 5:1). Uma severa admoestação foi pronunciada pelo profeta Zacarias, que recebeu a voz reveladora de Deus no segundo ano de governo do rei Dario (520 a.C.). Lembrando-se da indiferença dos antigos líderes do povo judeu que não inculcaram nas novas gerações a dependência do poder de Deus, o profeta destacou: “
O Senhor Se irou em extremo contra vossos pais”; em seguida, os advertiu: “não sejais como vossos pais” que seguiram por “maus caminhos” e concluiu a reprimenda esclarecendo o fim funesto dos anciãos: “Onde estão eles?” (Zc 1:1-5).

A ação profética foi determinante para que o entusiasmo ressurgisse e os judeus reiniciassem a obra, liderados por Zorobabel e o sumo sacerdote Josué (Ag 1:12). A obra alcançou seu objetivo. Sobre a parte mais alta da colina de Moriá, resplandecia o Templo, não com o brilho refulgente do primeiro, mas com a esperança renovadora que só um lugar de adoração pode oferecer. A dedicação desse Templo foi um ato de regozijo apoteótico porque exaltava o nome do Senhor. Era o sexto ano do reinado de Dario (516 a.C.) quando o Templo já edificado, símbolo da presença divina, culminava com a promessa renovadora de Deus predita pelo profeta Jeremias: “
Logo que se cumprirem para Babilônia setenta anos, atentarei para vós, ... tornando a trazer-vos para este lugar. ... Então Me invocareis. ... Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:10-13).

Assim, o Templo, novamente passou a cumprir sua função sublime de ser lugar de adoração.

Autor deste comentário: Pr. Dr. Ruben Aguilar





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

“Não confie em palavras enganosas” (comentário ao estudo nº 09)





Aristóteles, o filósofo estagirita, chamado assim por ter nascido em Estagira; incluiu, nas suas obras, algumas referências do pensamento de filósofos anteriores a ele e de outros, contemporâneos seus. Na sua obra “Discursos”, Aristóteles transcreveu uma declaração de Epicteto, pensador grego que, ao que parece projetou com sua verbalização muitos conceitos, não deixando nada escrito.  Segundo Aristóteles, a declaração de Epicteto é a seguinte: “
Se eu fosse um rouxinol, eu agiria como rouxinol; se fosse um cisne, agiria como um cisne. Mas, eu sou uma criatura racional, e devo louvar a Deus; este é meu trabalho; eu farei isso, não abandonarei essa posição; tanto quanto possa, eu guardarei isto e cantarei assim”.

A declaração de Epicteto deve ter provocado profunda impressão na mente do filósofo grego, ao ponto de destacar seu conteúdo. Nas frases que compõem essa sentença, se encontra explicitado o propósito da existência de todo ser humano; o qual pode ser sintetizado na seguinte afirmação: sendo o homem um ser racional, deve viver para louvar a Deus. Se o viver pleno de uma pessoa é louvar a Deus, isso significa que toda atividade ou conduta humana deve atingir esse propósito. A conduta humana foi tema de demoradas elucubrações por parte de Aristóteles, cujos conceitos a esse respeito, permitiram sua sistematização como um dos ramos da Filosofia: a Ética.

A palavra Ética deriva do grego “ethos” que significa “costume”. Por sua raiz etimológica esse termo faz alusão ao estudo da conduta ideal do indivíduo. Qual é essa conduta ideal? Devido à variedade de sistemas sociais, políticos e filosóficos, não é fácil chegar a uma conceituação única sobre o que é a Ética. Por exemplo, para o hedonismo, a conduta ideal é a que conduz ao prazer; para o eudemonismo, a que leva à felicidade; para o naturalismo, a que estimula a evolução progressiva da raça; para o pragmatismo, um ato bom é quando é útil, e ruim, quando não o é. Nessa linha de pensamento cabe afirmar que, para o cristianismo, a conduta ideal é a que louva a Deus; e o resto, é sequela de sistemas de comportamento convencionais vertidas em palavras enganosas.

Na Bíblia encontram-se as normas que orientam a conduta ideal que louva a Deus, principalmente nas mensagens dos profetas. As sérias repreensões pronunciadas por esses instrumentos de Deus ao povo de Israel foram propaladas para elucidar o verdadeiro conceito da adoração genuína e para contrastara artificialidade de uma religiosidade ritualista com a prática do amor a Deus e ao próximo.

PROSPERIDADE EM ISRAEL

A mensagem dos profetas destaca em relevo o conceito da adoração aceita por Deus diante de uma visão religiosa sustentada pela prosperidade material. Ao que parece, essa prosperidade, nos tempos do Antigo Testamento, começou a ser sentida durante o governo de Jeroboão II, rei de Israel. A nação não temia a ameaça de invasão por parte das grandes potências da época: Assíria e Egito. Jeroboão II governou 41 anos (2Rs 14:23) em Samaria; “
restabeleceu... os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície...”(v. 25); “reconquistou Damasco e Hamate, pertencentes a Judá, para Israel” (v. 28). Seu governo foi de relativa paz e prosperidade estimulada por uma economia baseada na agricultura, comércio internacional, desenvolvimento da indústria têxtil e expansão populacional através das grandes construções.

Alguns profetas testemunharam vividamente essa prosperidade fazendo referência aos castelos construídos em Samaria (Am 3:9-11); e às aconchegantes casas de inverno e casas de verão, com sofisticadas casas de marfim e outras de tamanho faustoso (Am 3:15); e ao espírito altaneiro que levou a construir casas de pedras lavradas (Am 5:11); e as casas decoradas com riquíssimos móveis como: camas de marfim (Am 6:4); todo conforto alcançado para levar uma vida de prazeres, bebendo vinhos e mostrando prodigalidade no uso de óleos caríssimos (Am 6:6).

A prosperidade é uma benção quando obtida no ambiente da honestidade e do trabalho servil. Não era esse o método usado por essa classe de privilegiados que ostentavam luxo e bom viver. No comércio, adulteravam os pesos e as medidas, diminuindo o efa, usando balanças enganadoras (Am 8:5); os governantes afligiam os pobres exigindo elevados tributos (Am 5:11); os poderosos deitavam por terra a justiça (Am 5:7); o necessitado ou o justo humilde era oprimido por juízes que aceitavam suborno (Am 5:12); e nessa atitude os juízes vendiam o justo por dinheiro e as prisões ficavam lotadas de “ladrões de galinhas” ou por aqueles que furtaram sandálias (Am 2:6); a angústia dos pobres se estendia na esfera da humilhação com suas cabeças calcadas até o pó da terra (Am 2:7); tamanha opressão social suprimia qualquer ideia de igualdade, pois o pobre valia tanto quanto um par de sandálias (Am 8:6). Em resumo, a prosperidade material era exclusiva de uma classe privilegiada enquanto a massa plena da população amargava sua existência bebendo do cálice da injustiça social.

MIL CARNEIROS? NÃO TRAGAM OFERTAS INÚTEIS

Na atmosfera poluída pela injustiça e a opressão, para desgraça dos menos favorecidos, Deus determinou a evocação de uma mensagem cujo conteúdo incluía a reprovação da falsa adoração e ao mesmo tempo a exortação para o cumprimento da caridade. Para que essa voz fosse ouvida, vários profetas foram chamados e preparados por Deus para atuar nas suas esferas geográficas respectivas, sendo quase contemporâneos. O chamado do profeta Isaías é um exemplo de como é imposta a comissão divina para atuar num momento oportuno e de grande transcendência. Ele viu a santidade de Deus e se sentiu, por esse fato, indigno e sujeito à morte. Esse sentimento era uma parte da experiência espiritual do profeta que, no seu todo, representava a autêntica forma de adoração. Arrependido e purificado das suas transgressões, Isaías recebeu o convite para transmitir a mensagem do momento, ao qual respondeu com a intrepidez necessária: “
eis-me aqui, envia-me a mim”.

A prosperidade e todo bem material é uma benção divina; mas, não quando obtidos por mecanismos ilícitos de enriquecimento; então, a riqueza pode ser uma concessão de quem assim tenta aos filhos de Deus, como o fez com Jesus.

Na época dos profetas do Antigo Testamento, os que detinham riqueza podiam oferecer centenas ou milhares de animais como prova do seu sentimento de adoração a Deus. O oferecimento certamente impressionava a maioria dos adoradores reunidos em torno do Templo. Nessas circunstâncias a liturgia era completada com enlevo e deleite para os olhos. O brilho das vestes dos oficiantes e dos que concediam a oferenda parecia refletir os raios luminosos da natureza. Todo o ritual seria um glorioso culto de adoração a Deus e aceito como tal por toda a natureza Divina. Mas a oferta não mereceu aprovação e o ritual de adoração foi rejeitado por causa da vida inadequada do ofertante. Deus que vê o coração e examina todo espírito, deixa revelada a transgressão que desmerece toda forma de adoração.

É a voz do profeta que dilui a magnificência da oferta diante da transgressão velada dos que pretendem cumprir uma prescrição religiosa. Pelas palavras do profeta, toda riqueza concentrada na dádiva, como forma exata de adoração, torna-se uma oferta inútil. É um torrão de sal que mergulha num copo de água e logo desaparece. Para Deus, a adoração genuína e verdadeira, não está no valor material da oferta, a qual na sua essência pode simplesmente representar exibicionismo autêntico; mas, na caridade e justiça praticada como expressão de uma consciência humilde. “
Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite?” (Mq 6:7); é a reprovação exposta pelo profeta mesmo na forma interrogativa com certo traço de ironia. Essa reprovação é ainda mais incisiva quando o profeta evoca as palavras divinas, sentenciando: “de que Me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios? ... Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes” (Is 1:11).

A palavra hebraica para oferta é o vocábulo “korban” que assinala um objeto que faz ligação com o divino; seu sentido básico é: “aquilo que une a Deus”. O significado desse termo é imperativo quando se declara que ninguém se aproxime de Deus sem trazer sua oferta. Nessa prática exclui-se a quantidade ou valor da oferta; sendo eminente a intenção de adorar a Deus. Assim, uma parte da liturgia no culto sagrado é o ofertório no qual se dedica a Deus uma oferta, como parte da adoração; mas, o qualificativo divino pode ser negativo e excludente, como recomenda a voz do profeta: “não continueis a trazer ofertas vãs” (Is 1:13).

Os profetas expõem o contraste das ofertas vãs, com uma exortação apelativa; mas na sua forma é concludente sobre o sentido da adoração que Deus aceita. A voz profética declara o que o Senhor deseja: “que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6:8). E o profeta complementa a instrução da correta adoração: “Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Is 1:17).

A adoração a Deus é uma atitude consciente de dedicação e obediência aos preceitos divinos. Ninguém pode adorar a Deus com uma duplicidade de conduta, demonstrando no templo, os artifícios de uma religiosidade aparente, enquanto o restante das suas atividades escorregam sobre uma superfície de dolo e engano. Nessas condições de vida, Deus afasta Seus olhos da mão estendida e nem as orações são ouvidas (Is 1:15); o jejum não beneficia ao participante e a aflição de espírito é inconsequente (Is 58:3). O que fazer? A voz do profeta referenda mais uma vez a prática da caridade, para que a participação no templo, como adorador, seja eficaz e alcance o objetivo primário da adoração. Para tanto, é necessário dar ouvidos à recomendação profética que transmite o requerimento divino em forma imperativa, nos seguintes termos: “
que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, ...  que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados; e se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante” (Is 58:6, 7).

SEM NENHUM VALOR?

Platão, grande mestre da Grécia clássica, ensinava filosofia nos jardins da mansão do seu amigo Academus. No portão principal do ostentoso casarão, o filósofo dependurou um cartaz que dizia: “Não entre se não souber geometria”. Considerava Platão que, para compreender os intrincados e sutis princípios do pensamento filosófico, era básico conhecer geometria. O eminente pensador, afirmava que o ideal de uma sociedade é quando seus membros alcançam o pleno conhecimento filosófico e sejam filósofos. Na vida pratica, porém, a porcentagem de pessoas que conhecem geometria é exígua. Muitos homens de sucesso nas artes, na política, na medicina ou na literatura, ignoram os teoremas de tal disciplina ou pelo menos nunca os usaram.  Poderia até ser considerado um conhecimento sem nenhum valor.

Claro que não é possível ser radical, ou presumir ter certeza absoluta ao qualificar com o grau de nenhum valor, o que uma pessoa conhece ou faz. Não se deve deixar de lado o consenso popular de que todo conhecimento contribui para se obter um resultado, seja bom ou mau, ou simplesmente é causa da perda de tempo. O lamento das pessoas idosas com frequência é de ter procedido erroneamente em anos passados e, se tivessem uma chance de voltar a viver, fariam tudo de maneira diferente. Isso significa que conheceram ou fizeram coisas que não beneficiaram sua vida; coisas sem nenhum valor.

Não é fácil a tarefa de assinalar as coisas ou os conhecimentos no transcurso da vida, a ser qualificados como de nenhum valor. Mas, um exame à luz das promessas divinas e dos seus atributos, da esperança da salvação e da vida eterna, dará possibilidade de eliminar aquilo que é sem valor.

O capítulo 44 do livro do profeta Isaías, apresenta uma atitude que definidamente é sem nenhum valor para a vida eterna. O apelo é para considerar a natureza divina com seus atributos de sabedoria e poder. Só Ele é criador e sustentador, só Ele é quem conhece as necessidades de cada ser humano e as atende no momento preciso. Não há no Universo outra entidade capaz de manifestar tanto interesse na salvação do homem como o faz o Deus triúno. Mas o homem deposita sua confiança em objetos materiais e até de caráter abstrato, que substituem Deus, como se esses objetos tivessem todo o poder para suprir as necessidades humanas. Segundo a versão profética, isso é idolatria.

Etimologicamente, idolatria significa adoração a ídolos. Ídolo é todo objeto que ocupa o lugar de Deus. Aos ídolos, as pessoas atribuem adoração que é devida unicamente ao Criador. Um ídolo surge na mente de uma pessoa, como uma forma ou figura de algo que ocupa uma posição ideal de poder. Na imagem dos que cultivam o ídolo, este existe num ambiente supraterreal. É detentor de atributos magníficos e capaz de beneficiar com graças aos seus adoradores. O ídolo passa da imaginação à objetividade, quando o idólatra concebe uma forma física e confecciona essa figura usando materiais fortes como ouro, prata, pedras nobres, madeira, etc.

Nos seus escritos, o profeta Isaías procura levar seus leitores a raciocinar sobre a futilidade dessa ação, e em forma irônica menciona a atividade do ferreiro que usa os metais para fabricar uma ferradura e com o restante fabricar um deus. É também fútil a conduta do artífice em madeira que corta árvores para fazer fogo com a lenha, cozer pão e, com o restante da madeira talhar um deus (Is 44:9-17). Pode-se atribuir a essas imagens algum poder? Certamente não! Esses ídolos não têm nenhum valor.

Os ídolos preservados em materiais diversos prevalecem através das épocas; mas, outros surgem, sempre com o magnetismo que induz as pessoas a prestar atenção, manifestar sentimentos de respeito, reverência e adoração. Na atualidade, nessa classe de idolatria devem ser incluídos: as imagens de santos; relíquias sagradas; ícones representativos da terra, do mar, do sol e da lua; números de loterias; objetos de adivinhação e magia; objetos de valor inapreciável; certos objetos de recordação; objetos que cativam as emoções ao ponto de provocar obsessão; personalidades que despertam as paixões; literatura subliminar como as aventuras novelescas; e tudo aquilo que priva ou diminui a adoração devida a Deus.

Autor deste comentário: Pr. Dr. Ruben Aguilar



 

 

domingo, 21 de agosto de 2011

“Não confie em palavras enganosas”: (estudo nº 09)






Quem então é como Eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir; que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer” (Is 44:7, NVI).

Leituras da semana: Is 1:11-15; 6:1-8; 44; 58:1-10; Jr 7:1-10; Mq 6:1-8

O escritor russo Ivan Turgenev, em sua história Fathers and Sons [Pais e Filhos], colocou estas palavras na boca de um personagem: “A vida de cada um de nós está por um fio, um abismo pode se abrir abaixo de nós a qualquer momento, e mesmo assim saímos de nosso caminho para inventar todos os tipos de problemas para nós mesmos e para atrapalhar nossa vida” (New York, NY: Signet Classics, 2005, p. 131).

Certamente o Senhor oferece um jeito melhor de viver. Ele nos concede a oportunidade de segui-Lo, amá-Lo, adorá-Lo, e assim evitar muitos problemas que, de outra maneira, traríamos sobre nós mesmos.

No entanto, vida cristã não é apenas alguém dizer que segue o Senhor. Nesta semana, estudaremos o que alguns profetas disseram sobre os que pensavam que sua “adoração” do verdadeiro Deus, no verdadeiro templo, no verdadeiro dia de sábado, era tudo o que importava, independentemente de seu modo de viver no restante da semana. Como os profetas mostram, isso é um engano, uma boa maneira de “inventar todos os tipos de problemas para nós mesmos”. 

Domingo                                                 Mil carneiros?


Ao contrário de qualquer outra, a religião da Bíblia (ambos os Testamentos) ensina que a salvação é somente pela graça. Nada do que fazemos jamais pode nos tornar bons o suficiente para ser aceitos por Deus. Nossas boas obras, por mais que sejam bem-intencionadas, inspiradas pelo Espírito, nunca poderão transpor o abismo que o pecado causou entre Deus e a humanidade. Se as boas obras pudessem nos salvar, se as boas obras pudessem expiar o pecado, se elas pudessem pagar nossa dívida diante de Deus e reconciliar a humanidade caída com o Criador, então Jesus nunca precisaria ter morrido por nós, e o plano da salvação seria algo radicalmente diferente do que é.

Mas, na realidade, podemos ser salvos do pecado unicamente por meio da morte de Jesus, creditada a nós pela fé, e da justiça de Cristo, desenvolvida em Sua vida e oferecida a todos os que verdadeiramente a aceitam. O pecado é muito perverso e contrário aos princípios básicos do governo de Deus, fundamentado no amor e na liberdade de escolha. Por isso, nada menos do que a morte de Cristo poderia resolver o problema trazido pelo pecado.

No entanto, a Bíblia deixa claro que nossas palavras, obras e pensamentos são importantes, e os pensamentos e ações revelam a realidade da nossa experiência com Deus.

1. Com isso em mente, leia Miqueias 6:1-8. Qual é a mensagem do profeta, especialmente no que diz respeito à questão dos sacrifícios (parte do culto em Israel), que simboliza o plano da salvação? Como essas palavras podem ser aplicadas a nós? 

1 Ouvi, agora, o que diz o SENHOR: Levanta-te, defende a tua causa perante os montes, e ouçam os outeiros a tua voz.
2  Ouvi, montes, a controvérsia do SENHOR, e vós, duráveis fundamentos da terra, porque o SENHOR tem controvérsia com o seu povo e com Israel entrará em juízo.
3  Povo meu, que te tenho feito? E com que te enfadei? Responde-me!
4  Pois te fiz sair da terra do Egito e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti Moisés, Arão e Miriã.
5  Povo meu, lembra-te, agora, do que maquinou Balaque, rei de Moabe, e do que lhe respondeu Balaão, filho de Beor, e do que aconteceu desde Sitim até Gilgal, para que conheças os atos de justiça do SENHOR.
6  Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano?
7  Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma?
8  Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.   Miqueias 6:1-8

12  Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma,
13  para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?  Dt 10:12, 13

Os que alegam ser filhos de Deus, mas que não mostram justiça nem misericórdia para com seus semelhantes, estão revelando o espírito de Satanás, não importando a devoção com que se apegam às formas de adoração. Por outro lado, os que andam humildemente com Deus não negligenciam os princípios de justiça e misericórdia, nem desprezam as formas adequadas para o culto. Deus está procurando verdadeiros adoradores, que estejam dispostos a demonstrar seu amor por Ele, levando uma vida de obediência, motivada pela humildade de coração. O que todas as orações corretas, todos os estilos de culto corretos e toda a teologia correta significam, se a pessoa é desagradável, cruel, arrogante, injusta e impiedosa com os outros?

Na sua opinião, o que é mais importante: teologia correta ou ações corretas? É possível ter uma teologia certa, mas tratar os outros de forma errada? Que esperança existe para você, se esse tipo de desequilíbrio faz parte de sua vida? 




O chamado de Isaías

Segunda                                           




Enquanto Oseias, Amós e Miqueias estavam advertindo Israel quanto ao perigo iminente, Judá parecia estar prosperando sob o reinado de vários bons reis. O rei Uzias (também conhecido como Azarias) era conhecido e respeitado entre as nações por sua sábia liderança e realizações (2Cr 26:1-15). Mas, como muitas vezes acontece, seu sucesso se tornou sua ruína. A humildade foi substituída pelo orgulho e a devoção, pela presunção (2Cr 26:16-21).

1  Todo o povo de Judá tomou a Uzias, que era de dezesseis anos, e o constituiu rei em lugar de Amazias, seu pai.
2  Ele edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei descansou com seus pais.
3  Uzias tinha dezesseis anos quando começou a reinar e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém.
4  Ele fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Amazias, seu pai.
5  Propôs-se buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era sábio nas visões de Deus; nos dias em que buscou ao SENHOR, Deus o fez prosperar.
6  Saiu e guerreou contra os filisteus e quebrou o muro de Gate, o de Jabné e o de Asdode; e edificou cidades no território de Asdode e entre os filisteus.
7  Deus o ajudou contra os filisteus, e contra os arábios que habitavam em Gur-Baal, e contra os meunitas.
8  Os amonitas deram presentes a Uzias, cujo renome se espalhara até à entrada do Egito, porque se tinha tornado em extremo forte.
9  Também edificou Uzias torres em Jerusalém, à Porta da Esquina, à Porta do Vale e à Porta do Ângulo e as fortificou.
10  Também edificou torres no deserto e cavou muitas cisternas, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas; tinha lavradores e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis, porque era amigo da agricultura.
11  Tinha também Uzias um exército de homens destros nas armas, que saíam à guerra em tropas, segundo o rol feito pelo escrivão Jeiel e Maaséias, oficial, sob a direção de Hananias, um dos príncipes do rei.
12  O número total dos cabeças das famílias, homens valentes, era de dois mil e seiscentos.
13  Debaixo das suas ordens, havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com grande poder, para ajudar o rei contra os inimigos.
14  Preparou-lhes Uzias, para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos e até fundas para atirar pedras.
15  Fabricou em Jerusalém máquinas, de invenção de homens peritos, destinadas para as torres e cantos das muralhas, para atirarem flechas e grandes pedras; divulgou-se a sua fama até muito longe, porque foi maravilhosamente ajudado, até que se tornou forte.

16  Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso.
17  Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes do SENHOR, homens da maior firmeza;
18  e resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para este mister; sai do santuário, porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do SENHOR Deus.
19  Então, Uzias se indignou; tinha o incensário na mão para queimar incenso; indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu na testa perante os sacerdotes, na Casa do SENHOR, junto ao altar do incenso.
20  Então, o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes voltaram-se para ele, e eis que estava leproso na testa, e apressadamente o lançaram fora; até ele mesmo se deu pressa em sair, visto que o SENHOR o ferira.
21  Assim, ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da Casa do SENHOR; e Jotão, seu filho, tinha a seu cargo a casa do rei, julgando o povo da terra.
22  Quanto aos mais atos de Uzias, tanto os primeiros como os últimos, o profeta Isaías, filho de Amoz, os escreveu.       (2Cr 26:1-22)

O povo de Judá também parecia estar prosperando espiritualmente. Muitos compareciam aos rituais do templo, o que revelava fervor religioso. No entanto, muitos dos mesmos males que afligiam o povo de Israel estavam corrompendo rapidamente o reino de Judá. Foi nesse tempo que o Senhor chamou Isaías para uma obra especial.

2. Leia Isaías 6:1-8. Por que você acha que Isaías respondeu conforme a descrição do texto (v. 5), ao ter uma visão do Senhor? Que importante verdade “teológica” é revelada ali?

1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.
2  Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.
3  E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
4  As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
5  Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!
6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.
8  Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:1-8

Tente imaginar a reação desesperada de Isaías diante dessa revelação da glória de Deus. De repente, ele viu os próprios pecados e os pecados do povo se destacando, em contraste com a pureza imaculada e a majestosa santidade do Deus todo-poderoso. Não é de admirar que ele tenha reagido dessa maneira! É difícil imaginar alguém fazendo algo diferente.

Nesse episódio, é revelada uma verdade essencial e fundamental sobre a condição da humanidade, especialmente em contraste com a santidade e glória de Deus. Vemos uma atitude de arrependimento, disposição para reconhecer a própria pecaminosidade e o senso da própria necessidade de graça.

Como seriam nossos cultos se levassem os adoradores ao senso de que eles estão na presença do nosso santo Deus, o que, por sua vez, os tornaria profundamente conscientes de sua própria pecaminosidade e necessidade de Sua graça salvadora e poder purificador? Imagine se a música, a liturgia, a oração e a pregação trabalhassem juntas, de modo que, a cada momento, nos conduzissem à fé, ao arrependimento, à pureza, e à disposição de clamar: “
Eis-me aqui. Envia-me!” É isso que a adoração deve fazer.

Imagine que você estivesse na presença física de Jesus. Qual seria sua reação? O que você diria? O que faria? E quanto à Sua promessa em Mateus 28:20? O que essa promessa significa para nós, na prática? 

ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do séculoMateus 28:20




Não tragam ofertas inúteis


Terça                                             




É fácil esquecer que grande parte do Antigo Testamento, especialmente os escritos dos profetas, foi escrita como repreensões e advertências ao povo da aliança de Deus, os que eram Sua “igreja verdadeira”. A maioria dessas pessoas professava seguir o verdadeiro Deus, tinha uma compreensão básica das verdades bíblicas (pelo menos muito mais do que seus vizinhos pagãos), e sabia as coisas certas para dizer e fazer na adoração. No entanto, como fica muito claro para quem lê os profetas, tudo isso estava longe de ser suficiente.

3. Leia Isaías 1:11-15. O que o Senhor, que instituiu todos esses serviços, estava dizendo para eles?

11  De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.
12  Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?
13  Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene.
14  As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.
15  Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
16  Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.
17  Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.
18  Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Isaías 1:11-18

A resposta se encontra, realmente, nos versos seguintes (Is 1:16-18), que, de muitas formas, é semelhante ao que vimos na lição de domingo, sobre Miqueias. Sem dúvida, a igreja é para pecadores, e se tivéssemos que esperar até que fôssemos perfeitos, antes de podermos adorar o Senhor, então nenhum de nós iria adorá-Lo.

Mas não é isso que a Bíblia está dizendo nesse texto, nem em qualquer outra passagem. Ela diz que Deus está mais interessado na nossa maneira de tratar os outros, especialmente os fracos e desamparados entre nós, do que em todos os tipos de rituais religiosos, mesmo os que Ele instituiu.

4. Leia Isaías 58:1-10. O que há de errado com o jejum descrito ali? Como as pessoas deviam jejuar? Que lição podemos tirar desse texto, mesmo que tenhamos o hábito de jejuar?

1  Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados.
2  Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus,
3  dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho.
4  Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.
5  Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR?
6  Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?
7  Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?
8  Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda;
9  então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso;
10  se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.  Isaías 58:1-10

O jejum é uma forma de autonegação da qual Jesus tinha muito a dizer. Mas alguns tipos de jejum são apenas uma exibição inútil. São um sintoma da hipocrisia, que cobiça os privilégios da obediência, enquanto detesta suas responsabilidades. A abnegação, motivada pelo amor a Deus, serve aos que estão em necessidade. Esse é o tipo de jejum (autonegação), que O honra; esse é o tipo de vida que leva ao tipo de adoração que Ele não despreza, uma adoração que mostra ao pecador que, assim como ele tem recebido a graça e o amor imerecido, também deve oferecer graça e amor imerecido aos outros. Esse é o tipo de renúncia que revela a verdadeira fé (Lc 9:23), o tipo de abnegação que está na essência do que significa ser seguidor de Jesus. 

Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. (Lc 9:23)




Sem nenhum valor?


Quarta                                               




O escritor sul-africano Laurens van der Post escreveu certa vez sobre o que ele chamou de “o fardo da insignificância”, essa inquietação que as pessoas têm, no fim de tudo, sobre o significado de sua vida. Houve sentido na existência? Cedo ou tarde, elas morrerão, e todos que as conheceram estarão mortos, e em pouco tempo também, toda a memória deles deixará de existir para sempre. Nesse cenário, o que nossa vida significa? Quantas vezes, e quão facilmente, podemos ter a sensação de que muito do que fazemos não tem significado real, nem importância verdadeira e duradoura!

5. Com isso em mente, leia Isaías 44. Qual é a essência desses versos, especialmente quanto à maneira pela qual eles se relacionam com a questão da adoração e daquilo que as pessoas adoram?

1  Agora, pois, ouve, ó Jacó, servo meu, ó Israel, a quem escolhi.
2  Assim diz o SENHOR, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda: Não temas, ó Jacó, servo meu, ó amado, a quem escolhi.
3  Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes;
4  e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas.
5  Um dirá: Eu sou do SENHOR; outro se chamará do nome de Jacó; o outro ainda escreverá na própria mão: Eu sou do SENHOR, e por sobrenome tomará o nome de Israel.
6  Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus.
7  Quem há, como eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir!
8  Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.
9  Todos os artífices de imagens de escultura são nada, e as suas coisas preferidas são de nenhum préstimo; eles mesmos são testemunhas de que elas nada vêem, nem entendem, para que eles sejam confundidos.
10  Quem formaria um deus ou fundiria uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?
11  Eis que todos os seus seguidores ficariam confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos e se apresentem, espantem-se e sejam, à uma, envergonhados.
12  O ferreiro faz o machado, trabalha nas brasas, forma um ídolo a martelo e forja-o com a força do seu braço; ele tem fome, e a sua força falta, não bebe água e desfalece.
13  O artífice em madeira estende o cordel e, com o lápis, esboça uma imagem; alisa-a com plaina, marca com o compasso e faz à semelhança e beleza de um homem, que possa morar em uma casa.
14  Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo escolha entre as árvores do bosque; planta um pinheiro, e a chuva o faz crescer.
15  Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela.
16  Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz.
17  Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus.
18  Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender.
19  Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer: Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore?
20  Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio?
21  Lembra-te destas coisas, ó Jacó, ó Israel, porquanto és meu servo! Eu te formei, tu és meu servo, ó Israel; não me esquecerei de ti.
22  Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.
23  Regozijai-vos, ó céus, porque o SENHOR fez isto; exultai, vós, ó profundezas da terra; retumbai com júbilo, vós, montes, vós, bosques e todas as suas árvores, porque o SENHOR remiu a Jacó e se glorificou em Israel.
24  Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra;
25  que desfaço os sinais dos profetizadores de mentiras e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios, cujo saber converto em loucuras;
26  que confirmo a palavra do meu servo e cumpro o conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas serão edificadas; e quanto às suas ruínas: Eu as levantarei;
27  que digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios;
28  que digo de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado. Isaías 44

Por mais que Isaías estivesse escrevendo para seu tempo, sua cultura e seu povo, perceba quão relevantes são os princípios para nós hoje! O Senhor, somente Ele é o Criador, somente Ele é nosso Redentor, somente Ele pode nos salvar. Portanto, somente Ele é digno de nossa adoração e louvor. Isaías ridiculariza os que criam ídolos com as próprias mãos, deuses fabricados por eles mesmos, e em seguida se prostram para adorar essas coisas que, de fato, não têm nenhum valor.

Embora tudo isso possa parecer ridículo e insensato, não estamos em perigo de fazer algo semelhante, dedicando a vida, o tempo e a energia a coisas que, no fim, não têm valor, coisas que não podem atender às necessidades mais profundas do nosso ser, e que certamente não poderão nos redimir da sepultura, no fim do tempo? É muito importante que vigiemos, oremos e que, conforme Paulo disse, examinemos a nós mesmos, para ver se estamos na fé,

Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. (2Co 13:5).

A adoração no sábado, se realizada corretamente, pode nos lembrar, de maneira especial, das razões pelas quais devemos adorar somente ao Senhor. O culto deve ser um momento que nos lembre, especialmente, sobre o que é importante na vida, o que realmente importa, e o que é temporal, aquilo que não serve para nada.

Todos conhecemos o perigo de transformar em ídolos o dinheiro, o poder, o prestígio, e assim por diante. E quanto ao perigo de transformar em ídolos coisas como a igreja, o pastor, nosso próprio ministério, ou até mesmo nossa fidelidade, estilo de vida ou piedade? Pense nisso e compartilhe sua resposta com a classe.