segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

José no cativeiro

Segunda                                




19  E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador!
20  Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos.
21  Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida.
22  Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai.
23  Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.
24  E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água.
25  Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito.
26  Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue?
27  Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram.
28  E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito. Gênesis 37:19-28

12  Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.
13  Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela,
14  chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.
15  Ouvindo ele que eu levantava a voz e gritava, deixou as vestes ao meu lado e saiu, fugindo para fora.
16  Conservou ela junto de si as vestes dele, até que seu senhor tornou a casa.
17  Então, lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio ter comigo para insultar-me;
18  quando, porém, levantei a voz e gritei, ele, deixando as vestes ao meu lado, fugiu para fora.
19  Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira.
20  E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão. Gênesis 39:12-20 e

tente pôr-se na pele de José. Imagine como ele deve ter ficado desanimado. Imagine o potencial de ira e amargura que ele poderia ter desenvolvido, e com razão. Embora a Bíblia não nos conte em detalhes quais foram suas emoções, não é difícil imaginar a dor que ele sofreu por tanta traição e deslealdade.

Não obstante, José se voltou para o Senhor nessas dificuldades e, no fim, boas coisas resultaram desses eventos. Depois de ter sido vendido por seus irmãos, José passou realmente pela conversão e teve um relacionamento muito mais íntimo com Deus. “
Contaram-lhe a respeito das promessas do Senhor a Jacó, e de como tinham elas se cumprido – como, na hora de necessidade, os anjos de Deus tinham vindo instruí-lo, consolá-lo e protegê-lo. Ele aprendeu acerca do amor de Deus, provendo um Redentor aos homens. Todas estas lições preciosas vinham agora vividamente diante dele. José acreditava que o Deus de seus pais seria o seu Deus. Ali mesmo se entregou completamente ao Senhor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 213, 214).

Quando ele foi lançado injustamente na prisão, a experiência abriu o caminho para a corte de Faraó, para cumprir a missão de salvar muitos e seu próprio povo.

3. O que os textos a seguir nos dizem como as situações ruins podem ser transformadas em boas?

a) Rm 5:3-5 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

b) 2Co 1:3, 4 - Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.

c) 2Co 1:8, 9 - Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos;

d) 2Tm 1:11, 12  -  para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia. 

Deus não quer que soframos desnecessariamente. De fato, o ambiente que Jesus preparou para nós no Céu é sem lágrimas e sem dores (E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.Ap 21:4). Mas, enquanto esperamos que essa promessa se cumpra, parece certo que a dor é o caminho para aprender certas lições. Desenvolvimento de caráter, empatia, humildade, discipulado, distinção entre o bem e o mal – essas são algumas das lições que podemos aprender. Embora seja difícil pensar nos benefícios do sofrimento, especialmente em meio à provação, podemos pedir de Deus a força necessária para superar as dificuldades.

Você já teve alguma experiência terrível que ao fim trouxe algum bem, algum benefício? Como esse fato pode ajudá-lo a confiar no Senhor em alguma adversidade, mesmo quando não pareça provável existir algum bem?  



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