sábado, 10 de setembro de 2011

O amor supera tudo

Quinta                                        




De nossa perspectiva atual, é muito fácil considerar a igreja primitiva uma espécie de modelo de harmonia e paz, um exemplo do que significava inteiramente a verdadeira adoração. Infelizmente, a história do Novo Testamento é muito semelhante à do Antigo Testamento, no sentido de que os dois mostram até que ponto todos somos degenerados.

Tomemos, por exemplo, a igreja de Corinto, a qual Paulo estabeleceu em sua segunda viagem missionária. Um centro comercial, conhecido por seu luxo e riqueza, Corinto era também o centro de uma das religiões mais sensuais e degradantes da época. Por influência dessa cultura, imoralidade e dissensão haviam invadido a igreja. E ainda assim, por mais que isso fosse ruim, não era o único problema ali. Paulo abordou outras questões que estavam fazendo com que as dissenssões se desenvolvessem na igreja (1Co 8-11), incluindo idolatria (1Co 10:14 -
Portanto, meus amados, fugi da idolatria) e a aparente ênfase exagerada nos dons, especialmente o mau uso do dom de línguas por motivos egoístas (1Co 14).

7. No meio de seu discurso aos coríntios acerca dos problemas deles, Paulo apresentou o famoso capítulo de 1Coríntios 13. Qual é a mensagem essencial ali? Como podemos aplicá-la à nossa vida e à nossa experiência de adoração?

1  Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
2  Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.
3  Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.
4  Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
5  Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.
6  Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.
7  Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.
8  O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas também terminará.
9  Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos.
10  Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá.
11  Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança.
12  O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus.
13  Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor. 1Coríntios 13

Paulo sugeriu que nenhuma profissão que fazemos, nem milagres poderosos, nem dons carismáticos, nem piedade ou zelo, nos trarão proveito, a menos que haja um coração cheio de amor por Deus, confirmado pelo amor de uns pelos outros. Isso, diz Paulo, é o dom supremo, o qual devemos procurar, e que não pode ser substituído por nada que seja menos que isso.

Os dons espirituais são úteis, e os cristãos devem usar seus dons para honrar a Deus e edificar a Igreja em unidade. Mas nunca nenhum dom deve ser usado para exibição de si mesmo, para ganho pessoal, ou de forma desordenada no culto e assim por diante.

No fim, uma igreja cheia de cristãos amorosos e dedicados exercerá uma influência e poder que se estenderá muito além do culto semanal.

Até que ponto o amor desinteressado pelos outros afeta sua vida diária? Isto é, quanto de seu próprio tempo e energia você gasta buscando servir aos outros? Quanto de si você está disposto a renunciar, para o bem de outras pessoas? Não é tão fácil, certo? 

Sexta                                        Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 35-46: “O Pentecostes”; p. 47-56: “O Dom do Espírito”; p. 201-210: “Exaltando a Cruz”; p. 243-254: “Corinto”; p. 309-322: “Chamado a Mais Elevada Norma”.

Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda palavra que sai da boca de Deus;… é andar pela fé... é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança , descansando em Seu amor” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 51).

“
Em que consistia a força daqueles que no passado sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, ... com o Espírito Santo, ... com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 85).

“
Os consagrados mensageiros... não permitiam que pensamentos de exaltação própria viessem empanar sua apresentação de Cristo... Não cobiçavam nem autoridade nem preeminência” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 209).

“
Por idolatria entendia ele [Paulo] não apenas a adoração de ídolos, mas o egocentrismo, o amor das comodidades e a condescendência com o apetite e paixão (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 317).

Perguntas para reflexão:
1. Peça que a classe fale sobre as razões que temos para a fé. Que “provas” temos para o que cremos? Que evidência racional e lógica temos que nos fortalece em nossas crenças? Ao mesmo tempo, quais são os desafios à nossa fé? No fim, apesar desses desafios, por que temos essas crenças?
2. Pense em alguns dos cultos de adoração mais poderosos a que você já assistiu. O que os tornou tão especiais, tão poderosos? Que elementos, em particular, fizeram a diferença? Como esses elementos poderiam ser trazidos para o culto de sua igreja?
3. Quais são algumas das possíveis formas pelas quais nossos cultos realmente poderiam impedir nossa visão de Cristo e da cruz? Como podemos garantir que isso não aconteça?
4. Medite um pouco mais em 1 Coríntios 13. Que medidas concretas sua igreja poderia tomar para manifestar o amor sobre o qual Paulo fala ali?




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