segunda-feira, 7 de março de 2011

Libertação dos vícios (resumo do estudo nº 11)




Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36

Saber: Comparar e contrastar os efeitos do vício e da liberdade em Cristo para fazer a vontade de Deus.
Sentir: A escravidão que vem com os vícios e, em lugar disso, a necessidade que temos de depender da graça de Deus nos momentos de tentação.
Fazer: Parar de focalizar os efeitos negativos causados pela satisfação de desejos humanos destrutivos e, em lugar disso, viver para Deus e Sua vontade para nossa vida.

Esboço

I. Saber: Os males do vício
A. Quais são alguns diferentes tipos de vícios?
B. Alguns vícios são prejudiciais, mesmo em pequena quantidade, como o consumo de heroína. Outros não são intrinsecamente maus, tais como comida, sexo ou dinheiro. O que faz a diferença? Quais são as semelhanças? Que efeitos têm os vícios na nossa maneira de viver?
C. Como Cristo pode nos dar a liberdade de viver para Deus, e não para nossos desejos destrutivos?

II. Dependência
A. Como nos sentimos quando somos escravos? Qual a semelhança entre os vícios e a escravidão?
B. Como a dependência do poder salvador de Deus pode nos libertar?
C. Dependência de Deus pode ser viciante? Por quê?

III. Viver para Deus

Se coisas como o trabalho, dinheiro, poder e beleza podem ser viciantes, o que precisamos fazer para viver para Deus em lugar dessas coisas, boas como possam ser em si mesmas?

Resumo: 
Quando algo se torna um desejo obsessivo, incontrolável e destrutivo, torna-se um vício. No entanto, Deus prometeu a liberdade dos desejos destrutivos.

Motivação
Somente o poder de Deus pode nos libertar das garras de um comportamento viciante.

1. Pense (não mencione em público) em algum hábito prejudicial que gostaria de vencer.
2. Identifique as pessoas afetadas pelo hábito nocivo (no trabalho, na família e na igreja).
3. Pensem no que Deus sente a respeito desse hábito.
4. Tomem uma decisão a esse respeito.

Kaye (pseudônimo) serviu durante anos como coordenador de cozinha para um acampamento cristão. Ali, ela havia presenciado o encontro de muitos jovens com Cristo incluindo dois de seus próprios filhos. Ela era parte integrante da equipe, preparando refeições não apenas nutritivas, mas também saborosas. Ela havia consagrado a vida a Cristo bem pouco tempo antes de começar a trabalhar para o acampamento, mas Kaye tinha um segredo que ela guardava escondido do pastor e da maioria dos membros da igreja.

Ela era viciada em álcool. Isso aconteceu de forma bastante inocente. Enquanto estava no ensino médio, alguém a desafiou a beber. "Uma vez" certamente era aceitável. Suas amigas cediam aparentemente sem sofrer os efeitos a longo prazo. Os que experimentam uma vez não deveriam ser comparados com os alcoólatras, ou deveriam? Como ela podia saber que os pesquisadores estimam que o equivalente a um sétimo da população (14,2%) pode ter predisposição para o alcoolismo, ou seja, para esses, mesmo um único encontro com o álcool pode se transformar em escravidão por toda a vida? Aquele "desafio inofensivo” a mergulhou de cabeça para baixo em direção ao alcoolismo, uma luta em sua vida e que continuou mesmo depois do batismo. Embora Deus a tivesse libertado do vício meses antes de sua morte, as consequências foram inevitáveis. Foram deixadas para trás aquelas lindas crianças, inteligentes, ainda na primeira infância.

Lloyd (pseudônimo) lutou com vícios sexuais. Sem o conhecimento da liderança da igreja, esse diretor de Clube de Desbravadores secretamente molestava suas enteadas até que a esposa descobriu suas atividades destrutivas. Embora ele tivesse desaparecido da vida delas logo depois disso, a esposa, dominada pela vergonha, inquietação e culpa, cometeu suicídio. O planeta Terra precisa desesperadamente de que seja cumprida hoje a promessa divina de "libertação para os prisioneiros".

Atividade: 
Esconda pequenos objetos metálicos magnéticos debaixo de arroz cru em um recipiente opaco. Usando um eletroímã potente retire do arroz os objetos metálicos ocultos.

Pense nisto: 
Como o eletroímã descobriu os objetos ocultos dentro do arroz? Como as tentações podem revelar falhas de caráter e vícios invisíveis sob a fachada chamada "igreja/envolvimento cívico"? Considerando a metáfora do eletroímã, como os cristãos “desativam” o poder da tentação?

Compreensão
O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;  a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram Is 61:1-2. A proclamação de libertação de Isaías cumprida na manifestação de Cristo na Terra é essencialmente o evangelho. (O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, Lc 4:18). Liberdade da opressão, liberdade estendida aos cativos, é a força que impulsiona a mensagem cristã. O pecado é viciante por natureza. A mente desviante de Satanás nunca está satisfeita com a rendição intermitente. Seja dependência química, escravidão emocional, ou cativeiro psicológico, os vícios progressivamente acorrentam suas vítimas, arrancando todo fragmento de vida. Emoções ocasionais são gradualmente substituídas pelas compulsões involuntárias. Cada exposição adicional a práticas viciantes se torna outro fio, firmando a escravidão da vítima. Raramente um único fio incomoda, no entanto, múltiplos fios formam rapidamente uma corda inquebrável. A humanidade desesperada anseia por uma invasão divina que destrua as prisões e garanta libertação incondicional. Louvemos nosso Pai celeste por esta promessa: "Se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres" (João 8:36, NVI).


Comentário bíblico

I. “O amor ao dinheiro”

afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; Pv 30:8, 9.)

Ao considerar comportamentos viciantes, os cristãos geralmente condenam as dependências químicas, pornografia e outros tabus. Outros vícios, muitas vezes escapam de reprovações tão rigorosas, embora não sejam menos pecaminosos. De fato, alguns parecem peculiares a organizações cristãs. Amar o dinheiro é certamente um daqueles vícios do "colarinho branco", geralmente escapando da condenação e muitas vezes disfarçados na “aceitabilidade”.

Ironicamente, o apóstolo Paulo identificou o amor ao dinheiro como a raiz do mal. Naturalmente, o dinheiro representa apenas o que pode ser conseguido por sua posse. As pessoas adoram o dinheiro pelo poder que ele lhes proporciona. Seguindo o amor do poder, há muitos caminhos – político, organizacional e financeiro. No fim, todos remontam ao amor-próprio, por exemplo, o egocentrismo. Por extensão, o mal está enraizado no egocentrismo que assumiu a forma de "amor ao dinheiro". Curiosamente, a versão New Living Translation, em 1Timóteo 6:10 usa a linguagem do vício – “
suspirar por dinheiro” – para descrever “pessoas que desejam ser ricas” e aqueles que “caem em tentação e são presos por muitos desejos loucos e nocivos, que os mergulham na ruína e perdição"(v. 9).

Pense nisto: 
Se a adoração ao dinheiro é apenas um caminho para a usurpação do poder, como o apóstolo Paulo podia ter avaliado outras formas de obter poder? Amar o dinheiro com a finalidade de conseguir poder é mais pecaminoso do que os outros meios de crescer em poder, por exemplo, disputas políticas, meios usados para subir na escala organizacional, ou trair os colegas? Por que os cristãos estariam satisfeitos condenando bêbados, viciados em cocaína e produtores de pornografia, mas evitariam condenar a usurpação do poder e companheiros de fé famintos por dinheiro? Ou como os líderes religiosos sedentos de poder comprometeram a pureza do evangelho durante a Idade Média? Que papel a busca de poder desempenhou no grande conflito entre Cristo e Satanás?

II. Imagem pessoal
Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. 1Pe 3:3, 4.)
Entre os cristãos em geral, a moda também pode ser classificada como vício do "colarinho branco". Essa ideia não é muito popular, mas isso só mostra a natureza insidiosa desse vício. A negação se torna um obstáculo quase intransponível para superar qualquer vício. Para avaliar, faça o seguinte teste: Quanto tempo gasto com minha aparência: comprando roupas (em lojas, na Internet ou por catálogos), estudando e criando penteados, comparando técnicas de cirurgia plástica, aplicando maquiagem, lendo revistas de musculação, etc? Quanto tempo passo lendo a Bíblia e orando? Se respondermos honesta e afirmativamente, devemos agora, pela graça de Deus, reordenar nossas prioridades. Isso é menos uma questão do que se usa do que uma questão do quanto é importante a aparência, em comparação com os assuntos espirituais.

Cristo veio para resgatar o que somos (essência), não o que parecemos ser. O que importa para nosso Criador é quem somos em relação a Ele. Toda moda, conservadora ou bizarra, quando adorada, em lugar do Criador, torna-se ídolo, uma forma de egolatria, mas cada coração, completamente submisso a Deus, se torna um canal de luz em um mundo escuro, permitindo que Jesus brilhe.

Pense nisto: 
Por que os cristãos permitem que a aparência exterior influencie indevidamente seu discernimento? Por que os cristãos são tentados a dar mais atenção a questões superficiais em detrimento da transformação interna? Como Tiago 2:1-9 influencia nossa abordagem a esses assuntos?

1  Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
2  Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem com anéis de ouro nos dedos, em trajos de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso,
3  e tratardes com deferência o que tem os trajos de luxo e lhe disserdes: Tu, assenta-te aqui em lugar de honra; e disserdes ao pobre: Tu, fica ali em pé ou assenta-te aqui abaixo do estrado dos meus pés,
4  não fizestes distinção entre vós mesmos e não vos tornastes juízes tomados de perversos pensamentos?
5  Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?
6  Entretanto, vós outros menosprezastes o pobre. Não são os ricos que vos oprimem e não são eles que vos arrastam para tribunais?
7  Não são eles os que blasfemam o bom nome que sobre vós foi invocado?
8 Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;
9  se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores.      Tiago 2:1-9

Aplicação
Peça que os os jovens da igreja apresentem o seguinte diálogo. Comente as conclusões sobre a maneira de obter libertação dos vícios e comportamentos compulsivos.

"A Luz" 

Proprietário: Eu desisto! Nunca encontrarei o caminho para sair desta armadilha!
Amigo: Armadilha? Esta é sua casa! Você a construiu. Você investiu sua renda de anos para conseguir este lugar. Agora você quer sair?
Proprietário: Num piscar de olhos. Mas isso não vai acontecer, não é? Sinto-me traído e enganado!
Amigo: O quê?
Proprietário: Você me ouviu! Foi-me dito que esta era a grande aventura.
Amigo: O que é esta aventura?
Proprietário: A ausência de luz. Inicialmente foi uma novidade. Foi um verdadeiro pontapé achar o caminho de volta, no escuro – Um tanto escondido como brincar de esconde-esconde, como as crianças. Então, tropecei em alguma coisa e caí com o rosto no chão. Posso ter quebrado minhas costas caindo pelos degraus, dos quais ninguém me havia falado. Tentei apalpar em torno das paredes em busca de uma tomada para conectar a luz e recebi um choque. Odeio a escuridão!
Amigo: Então, deixe a luz entrar 
Proprietário: Você não está ouvindo? Tenho tentado tanto que até fiquei com o rosto azul. . . isto é, se você pudesse ver meu rosto. A luz eterna foi prometida para mim... do tipo fluorescente, que nunca se apaga. . . eu só não conseguia ver onde rosqueá-la; eu caí sobre ela. Cortei minhas mãos em pedaços. Disseram que eu apenas desse partida no gerador de eletricidade, mas a corda se rompeu. Fiz tudo o que sei para colocar alguma luz neste calabouço. Nada, realmente nada funciona! Estou condenado à escuridão.
Amigo: É, você que não está escutando. Eu não disse: "Produza luz". Eu não disse: "Gere eletricidade". Eu apenas disse: "Deixe a luz entrar".
Proprietário: Hein?
Amigo: Já existe muita luz no outro lado de suas cortinas. Você não tem que produzi-la. Você só precisa deixá-la entrar.

Perguntas para reflexão
Para superar as trevas dos vícios, somos capazes de gerar o poder para vencer a tentação? É humanamente possível gerar luz (compreensão, sabedoria e força de vontade)?

Essa luz já existe acima de nós mesmos? Se esse poder existe, como introduzir essa luz em nossa vida? Que papel os amigos podem desempenhar ao ajudar os outros a lidar com sua dor, enquanto afastam as trevas?

Criatividade
Os vícios do "colarinho branco", prontamente aceitos pela maioria dos cristãos, são os mais perigosos. Embora a atividade de encerramento seja aplicável a todos os vícios, não permita que a classe esqueça como isso se aplica aos seus vícios socialmente aceitáveis.

Atividade: 
(1) identifique o que constitui um vício.
(2) Comente sobre o que têm em comum os vícios citados nesta semana (álcool, jogos, ganância, moda e sexo).
(3) Criar um plano de libertação com base nas Escrituras para os que estão presos nessas armadilhas.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário