domingo, 7 de junho de 2009

Estudo sobre mordomia cristã - Resumo





I. Uma vida de fidelidade


(Lc 16:1-12) - Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens. Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela. ..... Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?


A. Esta parábola, em que os talentos são comparados ao dinheiro, é uma das passagens mais citadas quando se discute a mordomia. Mas a mordomia é muito mais que o uso prudente do dinheiro; mordomia trata de tornar Deus a prioridade absoluta sobre tudo mais na vida. Quais são alguns aspectos da vida em que você pode ser um mordomo mais fiel?


B. Jesus realizou tanto em Seus três anos e meio de ministério, equilibrando o ministério com a família, os amigos e o crescimento espiritual. Como você pode aplicar à sua vida os princípios de mordomia utilizados por Jesus?


II. As alegrias da fidelidade


(Rm 12:1) - Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.


A. Paulo nos aconselha a nos tornarmos sacrifícios vivos, dedicados a agradar a Deus. Que passos podemos dar em nossa vida para tornar realidade as palavras de Paulo?


B. A vida fiel é um estado contínuo de adoração. Que alegrias você tem por saber que está adorando a Deus em suas ações?


III. O equilíbrio da fidelidade


(Ec 3:1) - Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:


A. A Bíblia ensina que há tempo para tudo. Esse ensino sugere uma vida de equilíbrio. Como a fidelidade é um ato de equilíbrio?


B. Nós, também, precisamos nos esforçar para alcançar o equilíbrio em tudo o que fazemos. Como podemos alcançar o mesmo equilíbrio de vida que Jesus tinha?


A fidelidade é vital ao discipulado. Priorize suas responsabilidades e valores e viva conforme o plano de Deus.



Conceito-chave:
Deus nos fez mordomos de dons específicos para serem usados em Seu serviço.


Os dons que Deus nos deu são únicos para cada um de nós individualmente e, de certa forma, são semelhantes aos que Ele dá a todos os Seus filhos.


A história dos talentos fala não só a respeito de mordomia mas também se relaciona com várias outras histórias que Jesus contou sobre nossa relação para com Seus dons. Como essas histórias apresentam os princípios da fidelidade.

Comentário bíblico

I. O Mestre e Sua propriedade


(Mt 25:14-30.) - Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.


Evidentemente, na parábola dos talentos, a propriedade pertence ao Mestre. Ele confia Suas propriedades aos servos, mas essas não são dadas como presentes; Ele espera que os servos prestem contas das propriedades, e as devolvam, quando Ele voltar da viagem. Por que o Mestre ficou tão zangado com o terceiro servo que devolveu somente a propriedade do Mestre, sem ampliá-la?


Por que a fidelidade cuidadosa é recompensada com mais propriedades a investir, considerando que a falta de fidelidade é motivo para a perda daquilo que temos?


II. As ovelhas e os cabritos


(Mt 25:31-46.) - Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.


Esta história segue passo a passo a parábola dos talentos. Quais são as bênçãos materiais e temporais que têm tanto as ovelhas como os cabritos? Nem as ovelhas nem os cabritos reconhecem que o uso de suas bênçãos afetou seu Rei, mas o Rei reconhece diretamente a sua fidelidade ou infidelidade, com as consequências de morte e vida eterna, como o Senhor reconheceu na parábola dos talentos.


Pense nisto: Por que a fidelidade é uma questão de vida ou morte?


III. As dez virgens


(Mt 25:1-13.) - Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o. E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora


Nesta parábola, o óleo não é um presente; ele deve ser comprado. Neste caso, a moeda corrente não é o dinheiro duro e frio, mas a fé que compra o dom.


A existência ou não de óleo tem consequências eternas para as dez virgens. Note-se, também, que a parábola é a respeito de dez virgens, cinco tolas e cinco sábias, e não sobre cinco virgens sábias e cinco prostitutas tolas. Por que virgens? O que elas simbolizam? Obviamente, as virgens são símbolo de pureza. Pode-se dizer que o fato de serem todas virgens significa pureza de religião. Mas o que distingue as sábias das tolas são suas ações. As virgens sábias não só têm fé, mas uma fé viva. As virgens sábias mantêm suas lâmpadas cheias de óleo, confirmando crença com ação. Elas são mordomos fiéis, ou guardiãs, da luz que receberam.


À luz do dia, pode ser difícil dizer qual é a diferença entre as virgens tolas e as sábias. Mas, na escuridão, a diferença entre as lâmpadas com óleo e as sem óleo é luminosamente visível. As que não têm óleo não têm luz nem calor para dar aos outros. Uma lâmpada sem óleo é inútil. O mesmo acontece com a vida que não é dotada do Espírito Santo a nos inspirar para agir como mordomos diligentes de tudo o que nos foi confiado.


Pense nisto: Que problemas com a mordomia enfrentaram tanto as virgens sábias como as tolas? Como as virgens sábias fizeram provisão para o imprevisível? Que princípio de mordomia essa parábola ilustra?


Parábola:


Uma mulher idosa e pobre que morava havia muito no bairro, e mal conseguia sobreviver, finalmente faleceu. Os que foram cuidar de seus negócios estavam limpando algumas gavetas quando encontraram acidentalmente uma pilha de cheques. Um parente distante havia enviado dinheiro fielmente, mas a idosa, sabendo ou não o que estava fazendo, nunca havia sacado os cheques. Ela viveu e morreu em desesperada pobreza, nunca aproveitando as bênçãos que lhe haviam sido enviadas fielmente.


Aplicação à vida diária:


Como podemos deixar de usar as bênçãos que Deus nos concede? Qual pode ser o custo para nós e para outros ao nosso redor?


Pratique a mordomia cristã nas próximas semanas. Sugestões:

1. Em que atividades em favor do próximo você se sente mais realizado? Mencione cinco atividades em que se sentiu mais confortável, e, quando tiver tempo, descreva detalhadamente o que lhe deu maior satisfação nessas experiências. Examinando essa lista, o que você pode aprender sobre os dons que Deus lhe deu? Como você pode sentir-se feliz ao tomar consciência de Seus dons?


2. Planeje manter o diário do que você fará a cada 15 minutos por um dia ou mais na próxima semana. No fim da semana, analise quanto tempo foi gasto em trabalho, recreação, família, exercício, devoção e assim por diante. Procure detectar o tempo perdido assim como procuraria por um tesouro. Você precisa reavaliar o uso de seu tempo? Deus é o criador de seu tempo e investiu muito nesse dom para você. Que expectativas Ele tem sobre o uso que você faz do tempo?


3. Faça uma lista dos recursos do corpo físico, como: força, visão, mobilidade, e assim por diante. Faça uma lista de seus recursos materiais, sociais e mentais, e também seus talentos e habilidades. Como você tem usado esses recursos para o serviço de Deus? Como esses recursos aumentaram ao longo dos anos? Em que novos meios eles podem ser usados para Deus?


4. Planeje investir um de seus recursos para o serviço de Deus. Imagine como pode dedicar a Deus esse talento. Escreva uma série de um mês, de três meses, de um ano e de cinco anos, detalhando os passos na direção dessa meta de investimento. Mantenha atualizado em seu calendário esse plano. Mais importante, lembre-se de lançar diariamente todos os seus planos diante de Deus.



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