domingo, 15 de janeiro de 2012

O brado na cruz

Quinta                                   




Nada é mais destrutivo para nossa compreensão da expiação de Cristo do que o sentimentalismo que passa pelo cristianismo em nossos dias (tudo na tentativa de adaptar o evangelho ao pensamento moderno). No entanto, devemos sempre reconhecer humildemente que nada que possamos dizer sobre Deus nunca poderá fazer justiça a Deus, especialmente quando consideramos a expiação. Devemos evitar a tentação de reduzir a morte de Jesus na cruz a apenas um “exemplo de amor altruísta”. Certamente foi isso, mas, considerando nossa condição de pecadores, seria necessário mais do que “um exemplo de amor altruísta” para nos redimir. Exigiria, em lugar disso, que Deus sofresse toda a força de Sua própria ira contra o pecado.

9. Qual foi o brado de Jesus na cruz? Como devemos entender essas palavras? Por que Jesus disse isso? Como esse impressionante grito nos ajuda a entender o preço da nossa salvação? 

Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: —“Eli, Eli, lemá sabactani?” Essas palavras querem dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mt 27:46

E agora, estava a morrer o Senhor da glória, o resgate da humanidade... Sobre Cristo, como nosso substituto e penhor, foi posta a iniquidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de nos redimir da condenação da lei... O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro... Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus que Sua separação houvesse de ser eterna... Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 752, 753).

Jesus dirigiu essa oração a “Deus” e não ao “Pai”, como Ele sempre tinha feito. Os brados de Cristo na cruz não foram uma demonstração exemplar de que Ele parecia sofrer, a fim de mostrar que nos ama. Não! Era Deus Se entregando à morte para que nosso destino não fosse determinado pela morte. Era o próprio Deus morrendo a morte da qual podemos ser poupados, a morte que, do contrário, o pecado traria a todos nós.

Três evangelhos registram que Jesus clamou em alta voz da cruz, enquanto estava morrendo. Esses altos brados são igualmente mencionados no livro de Hebreus: “
Durante os Seus dias de vida na Terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, Àquele que O podia salvar da morte” (Hb 5:7, NVI). O “brado de desamparo” de Jesus é o clamor mais doloroso da Bíblia. Nos evangelhos, não existe nenhuma expressão que se iguale à de Jesus na cruz. Nessse brado temos um vislumbre do que o Senhor estava disposto a sofrer, a fim de nos trazer a salvação.

Quinta                                    Estudo adicional


Oh! Quão ineficiente, quão incapaz sou eu para expressar as coisas que ardem em meu coração com referência à missão de Cristo! ... Não sei como falar nem como escrever acerca do grande tema do sacrifício expiatório. Não sei como apresentar os assuntos com o vivo poder em que se acham diante de mim. Tremo de temor de menosprezar o grande plano da salvação por palavras comuns (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 115).

A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor demandam a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor... Ao contemplarmos assim os temas celestiais, nossa fé e amor se fortalecerão, e nossas orações serão cada vez mais aceitáveis a Deus, porque a elas se misturarão cada vez mais a fé e o amor. Serão inteligentes e fervorosas. Haverá mais constante confiança em Jesus, e uma diária e viva experiência em Seu poder de salvar perfeitamente a todos os que por Ele se chegam a Deus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 89).

Perguntas para reflexão
1. O amor de Deus não é como o afeto débil e, às vezes, irregular que damos uns aos outros. O que o ato de Cristo como Salvador nos ensina sobre o amor divino?
2. A compreensão da santidade de Deus, em contraste com nossa pecaminosidade, nos ajuda a entender melhor o alto preço de nossa salvação?
3. Pense na história de Abraão e Isaque em Gênesis 22. De que forma ela nos ajuda a entender a natureza do sacrifício de Cristo em nosso favor? Em que sentido o relato não consegue mostrar tudo o que pretendia simbolizar?

Resumo: 
Se necessitamos de alguma prova de que as obras não poderiam nos salvar, temos a prova na morte de Jesus. Afinal, o que mais os seres caídos poderiam acrescentar a esse sacrifício?




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