quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Confessai... os vossos pecados uns aos outros

Quarta                                   




7. Como você interpreta a recomendação de Tiago de confessar uns aos outros os nossos pecados? Tg 5:16. Medite nesse verso e pergunte a si mesmo como você precisa aplicar esse ensino à sua situação.
Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Tg 5:16
O pecado contra meu próximo requer que eu confesse a ele a fim de obter perdão e para restabelecer o relacionamento. Também mostra que estou disposto a assumir a responsabilidade pelo que fiz e que espero aceitação e perdão e neles confio. Pela graça de Deus, uma pessoa nobre concederá perdão, não importando o tamanho da ofensa. No entanto a confissão de pecados diz respeito apenas ao acerto entre ofensor e ofendido e, depois que fizerem as pazes, deve ser confessado a ofensa a Deus, que é o Pai de todos. Somente Deus e a pessoa ofendida podem perdoar ofensas pessoais. Nenhum sacerdote humano deve interpôr-se como mediador entre Deus e o homem, pois Jesus já é Seu mediador.

Existe ainda uma interpretação adicional do texto de Tiago, que oferece grandes possibilidades de cura. A confissão de pecados, erros e transgressões a alguém em quem você confia traz cura emocional. O ato de abrir a própria imperfeição a um amigo cristão piedoso ajuda a aliviar o fardo do pecado. Além disso, a confissão mútua aprofunda os relacionamentos interpessoais. Confiar e ser objeto de confiança provê o elo que torna a amizade genuína e duradoura. De fato, toda a profissão de aconselhamento está fundada no princípio de que a exposição dos problemas faz bem. Embora haja doenças mentais que necessitem de tratamento profissional, muitos sentimentos de angústia podem ser aliviados no nível da igreja e da comunidade. E isso é especialmente verdade com os problemas criados pela deterioração dos relacionamentos interpessoais – desentendimentos, calúnia, ciúmes, etc. Seguir o conselho de Tiago não só alivia o fardo psicológico como também traz força renovada para mudar o comportamento destrutivo.

Agora, uma palavra de precaução. Embora a revelação dos pecados cometidos a um amigo próximo possa trazer muito alívio, também deixa a pessoa vulnerável. Sempre existe o risco de que o amigo revele a outros a confidência, e isso é destrutivo para as partes envolvidas.

Mais importante é que sempre podemos confessar nossas transgressões ao Senhor, em plena confiança e com a certeza segura do perdão.

lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1Pedro 5:7.

Os relacionamentos defeituosos podem trazer incerteza e até temor e ansiedade. Outros podem ajudar, mas a ajuda mais segura vem do Senhor Jesus, que, a qualquer momento, está disposto a tomar todos os nossos cuidados, deixando-nos com um senso genuíno de alívio por ter deixado nossos fardos em Suas mãos.             



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