quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Aprendizado de primeira mão




Um bom professor ensina por exemplo e dá suficientes oportunidades para que os alunos apliquem o que estão aprendendo. Eliseu era esse tipo de professor.

3. Na história da mulher sunamita, qual foi o papel de Geazi? Que oportunidades lhe deu Eliseu? 
8  Certo dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí, todas as vezes que passava por lá, entrava para comer.
9  Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus.
10  Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali.
11  Um dia, vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou.
12  Então, disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta.
13  Este dissera ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Habito no meio do meu povo.
14  Então, disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.
15  Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta.
16  Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.
17  Concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.  2Rs 4:8-17

A história da mulher de Suném descreve outro milagre envolvendo uma mulher. 

1  Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos.
2  Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3  Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas.
4  Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia.
5  Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.
6  Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou.
7  Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto. 2 Reis 4:1-7,

Eliseu ajudou uma viúva a pagar suas dívidas e evitar que seus dois filhos fossem vendidos à escravidão. E agora, Eliseu estava a caminho de Suném. Devido à condição geral das mulheres nos tempos bíblicos, é estranho que o narrador dê tanto valor a uma mulher casada. O nome de marido não é dado. Tudo o que sabemos é que ele foi consultado sobre a construção do quarto de hóspedes e que era idoso, embora ainda parecesse ter forças suficientes para supervisionar a colheita de seus campos. Na primeira parte da história, Eliseu envolveu Geazi ativamente. Ele o enviou a chamar a mulher e incluiu Geazi em sua expressão de gratidão. Pediu a opinião de Geazi e atendeu à sua sugestão. Geazi cresceu na ocasião por ser observador e mostrar sensibilidade às reais necessidades da mulher. Eliseu deu a Geazi a oportunidade de desencadear um milagre. Dentro de um ano, a criança-milagre nasceu.

4. Em comparação com a história anterior, que mudança de atitude teve Geazi? 
18  Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores.
19  Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe.
20  Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu.
21  Subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de Deus; fechou a porta e saiu.
22  Chamou a seu marido e lhe disse: Manda-me um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte.
23  Perguntou ele: Por que vais a ele hoje? Não é dia de Festa da Lua Nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal.
24  Então, fez ela albardar a jumenta e disse ao moço: Guia e anda, não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.
25  Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita;
26  corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem.
27  Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés. Então, se chegou Geazi para arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o SENHOR mo encobriu e não mo manifestou.
28  Disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?
29  Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino.
30  Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu.
31  Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. 2Rs 4:18-31

A criança-milagre já era um garoto. Geazi ainda era servo de Eliseu, mas parte da sensibilidade que antes possuía parecia ter desaparecido. Quando a mulher chegou e passou correndo por ele para se lançar aos pés de Eliseu, Geazi tentou afastá-la. Ele só via a “rudeza” da mulher sunamita que, em sua ação, rompia toda convenção social (v. 25-27). Ele não parecia ver sua profunda angústia, como Eliseu via.

Às vezes é fácil ser tão egoístas e centrados em nós mesmos que nos tornamos surdos aos sentimentos e necessidades dos outros. Quem não esteve nas duas pontas dessa equação? Como você pode aprender a ser mais sensível aos sentimentos e necessidades dos outros? De igual modo, como você pode aprender a tolerar graciosamente a insensibilidade dos outros em relação a você?             





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