segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A viúva de Sarepta O salto de fé (estudo nº 11)




“Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6).

Leituras da semana: 1Rs 17; Jó 38; 42:5, 6; Lc 4:24-28; Hb 11:1; Ap 1:17

Para ela, a morte não era novidade. Ela vira o marido morrer. E agora, observava, sem ajuda, como tudo ao seu redor morria. A grama secava completamente, as árvores perdiam as folhas, as vacas estavam esqueléticas e magras, e as cabras baliam lamentosamente. Cada dia, ela esquadrinhava o céu sem nuvens, esperando contra a esperança por uma nuvem de chuva. Havia racionado a farinha e o óleo, tentando fazê-los durar até o fim da seca. O pequeno pão redondo e chato diário era dividido desigualmente. Seu filho precisava de toda a nutrição que ela podia lhe dar. Era-lhe doloroso ver o rapaz tão magro e sem forças. Mas seu sacrifício parecia sem sentido, pois ela temia que os dois logo sofreriam a fome da morte. Só havia o suficiente para uma última refeição. Segurando a mão do filho, a viúva saiu da empoeirada cidade de Sarepta para buscar lenha a fim de cozer sua última refeição. E aqui, a mulher sem nome entra na narrativa bíblica e na história sagrada, ensinando-nos lições que, milhares de anos mais tarde, podemos aplicar a nós mesmos. Nesta semana, vemos se desenvolver em miniatura o grande conflito entre Deus e Satanás na vida de uma viúva sem nome que escolheu Deus e foi conduzida passo a passo em uma jornada de fé.  

                                             Para Sarepta


Embora nossa história comece com a ordem de Deus ao grande profeta Elias para ir a Sarepta, devemos lembrar o que motivou essa ordem. O reino de Israel havia caído em idolatria. A adoração de Baal se tornara a religião oficial. Deus havia “desafiado” dramaticamente o deus das tempestades declarando pelo Seu profeta Elias que não haveria mais nem orvalho nem chuva

Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra. (1Rs 17:1).

Que ironia se percebe: a um reino que adorava o deus da tempestade, Deus disse que não haveria chuva!

1. O que este fato nos diz a respeito do poder de Deus sobre nosso mundo, em contraste com qualquer outro poder? Jó 38
Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras. Sl 86:8; 
Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome. Jr 10:6; 
1  Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
2  nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
3  Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,  Hb 1:1-3; 

Elias foi ao riacho de Querite (1Rs 17:3) enquanto o país de Israel definhava sob uma seca devastadora. Finalmente, o riacho secou, e Deus ordenou ao profeta que partisse e fosse para Sarepta

1  Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.
2  Veio-lhe a palavra do SENHOR, dizendo:
3  Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
4  Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem.
5  Foi, pois, e fez segundo a palavra do SENHOR; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
6  Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente.
7  Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.
8  Então, lhe veio a palavra do SENHOR, dizendo:
9  Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.      (1Rs 17:1-9).

Deus ordenou a Elias que saísse de Israel e fosse a uma terra estrangeira. Sarepta está localizada na costa mediterrânea entre Tiro e Sidom. Está dentro do território da Fenícia, de onde veio a terrível rainha Jezabel. Uma das importantes divindades nacionais fenícias era Baal, e Jezabel, como rainha do rei Acabe, introduziu ativamente a adoração de Baal da Fenícia para Israel. No mundo antigo, normalmente, pensava-se que os deuses pertenciam a uma cidade ou região específica. Sarepta, situada fora de Israel, em um país estrangeiro, estava supostamente distante da área de influência do Senhor. O povo dessa nação pagã também devia estar muito distante do alcance de Deus. Mas ninguém está fora de Seu alcance. Bem no próprio centro da adoração de Baal, Deus fez conhecidos Sua presença e Seu poder.

É importante notar que o Senhor usou a necessidade do profeta para alcançar uma mulher na distante Sarepta. Como crentes em Jesus, não temos que projetar uma fachada perfeita a todos ao nosso redor. Não temos que encobrir nossos problemas nem fingir que não temos necessidades, porque, como todos sabemos, isso não é verdade. Como cristãos, ainda sofremos, ainda nos entristecemos, ainda precisamos, às vezes, do consolo e ajuda de outros que, de fato, podem nem professar nossa fé ou mesmo nenhuma fé.

O que há de errado em achar que mostramos falta de fé quando buscamos a ajuda de outros? De que maneira podemos, em nossas necessidades, revelar aos outros a bondade e o caráter de Deus?  



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