domingo, 2 de maio de 2010

Fé e cura (resumo)



Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Isa. 26:3)


Conhecer: Os benefícios da fé, não só no desenvolvimento de um relacionamento com Deus, mas para um viver saudável.
Sentir: A noção permanente do poder, amor, cuidado e terna fidelidade de Deus.
Fazer: Confiar na Palavra de Deus e crer que Ele fará o que promete.



Esboço
I. Fé em ação


A. As histórias bíblicas do poder e da bondade de Deus nos dão evidências de que Deus pode fazer o que diz. Por que é importante encher a mente com quadros de Deus em ação?
B. Que efeito tem sobre a fé um crescente conhecimento de Deus?



II. Paz, certeza e esperança


A. Entre os produtos da fé estão um senso de paz, certeza e esperança no que Deus fez e fará por nós. Que efeitos têm esses produtos da fé sobre nosso bem-estar físico, mental e espiritual?
B. Que pensamentos o impedem de descansar na certeza do cuidado de Deus? Como você pode se manter focado em Sua Palavra?



III. Obras de fé


A. Quais coisas, sem fé, seriam impossíveis de se fazer, e que se tornam possíveis por causa da certeza no amor e vigilante cuidado de Deus?
B. Que podemos fazer para fortalecer nossa fé?



Resumo: Fé é uma conexão com Deus que cresce pelo conhecimento de Seu poder e pelo descanso em Suas promessas de agir em nosso favor. Os efeitos da fé em Deus trazem saúde à mente e ao corpo.
A confiança em Deus contribui muito mais para uma boa saúde que o medicamento mais potente.


A relação entre a cura e a fé não é uma descoberta moderna. Realmente, o inter-relacionamento entre o espiritual e físico foi reconhecido anos atrás. O estudioso medieval Tomás de Aquino, citado por Paul Tournier em The Person Reborn [A Pessoa Nascida de Novo], escreveu: “‘Embora o corpo não seja o assunto imediato da graça, ... não obstante, o efeito da graça flui da alma até o corpo’” (Trad., Edwin Hudson [Nova Iorque: Harper & Row, 1975], p. 121). Para enfrentar a doença, a cultura moderna considera a ciência e o mundo físico. Tome esta pílula, injete esta solução, use esta droga. Se tudo o mais falhar, recorra à cirurgia para resolver o problema. Em nenhuma parte Deus é visto nessa equação.


Embora ainda haja muitos médicos que não reconhecem Deus, a maré da opinião está virando. Estão sendo feitos estudos relativos ao efeito da oração e da espiritualidade no processo de cura, e as pessoas estão começando a reconsiderar o papel da fé na cura. Essa mudança de pensamento não implica que o cristão não aprecia o papel da ciência e os benefícios dos medicamentos; afinal, a verdadeira ciência não deixa de ser uma avenida para o estudo dos caminhos de Deus na criação, e toda medicina útil provém do universo físico que Deus criou. Mas os cristãos olham além das criaturas de Deus e veem o próprio Criador na busca da cura. Qualquer pessoa familiarizada com a verdade bíblica não se surpreende com essa abordagem.


Atividade: Faça uma lista de histórias bíblicas de ressurreição e cura. Procure: histórias de ressurreição e cura na vida de Jesus, Elias e Eliseu, Naamã, Ezequias, Dorcas e milagres de Jesus (por exemplo, a sogra de Pedro, coxos, cegos, leprosos, a mulher no caminho para a casa de Jairo).


Discuta: Quais são os componentes espirituais das histórias?


Lembre-se de que não é a fé que cura. É Deus que cura. Seria um erro dizer que uma chave de ignição transporta. É o carro que transporta; mas quantos carros funcionam sem chave? (Sem pensar, expressamos fé na capacidade de nosso carro de nos transportar cada vez que pomos a chave na ignição) Essa distinção é importante porque alguns interpretaram o resultado dos estudos sobre a oração e a cura de modo a sugerir que a maior incidência de cura seja somente resultado de autossugestão. Em outras palavras, essas pessoas diriam que é a crença do paciente na cura divina, em lugar da realidade de um Curador divino, que faz a diferença. Deus tem o poder para curar, quer creiamos, quer não. Porém, quando Deus escolhe curar, não é surpreendente que a fé, a chave que abre os celeiros do céu, esteja presente mais frequentemente.


Comentário bíblico
I.. O fator medo


Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. (Mat. 6:27-34)


Será que pensou na morte a pessoa que disse: “Não temos nada a temer a não ser o medo”? Uma pesquisa pediu que um grupo mencionasse seus grandes medos. A morte foi a segunda resposta mais frequente. Falar em público foi o primeiro. Alguém argumentou que esse fato significava que, em um enterro, mais pessoas prefeririam estar no caixão a fazer o discurso fúnebre! Isso é improvável. A morte é o maior inimigo. Pense em quanto dinheiro e esforços são gastos anualmente para adiar a morte. As pessoas gastam centenas de milhões de dólares em tratamentos de câncer a fim de ganhar mais uns preciosos poucos meses de vida.


Os cristãos afirmam crer que têm a vida eterna por meio de um Salvador ressuscitado. Se podemos confiar em Deus em face da morte, enfrentando confiantemente e sem medo essa última realidade, que mais existe que Satanás possa usar para nos assustar? Falar em público?


Pense nisto: Se confiamos em Deus mesmo na morte, por que também podemos confiar nEle para prover todas as nossas necessidades diárias? O que Paulo quis dizer em Filipenses 4:19? 


E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. (Filip. 4:19)


Se nossa confiança em Deus nos livra do medo da morte, por que não deveria também nos livrar de todas as pequenas preocupações? Como essa confiança poderia mudar a economia mundial, a prática médica, para não deixar de mencionar a indústria de armas?


II. Fé e curas milagrosas  
                              
E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados. (Mat. 9:2)


E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã. (Mat. 9:22)


Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor! Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé. (Mat. 9:28-29)


Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã. (Mat. 15:28)


Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles. Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra. (Mat. 12:9-13)


E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles. (Mat. 13:58)
E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água. Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo. Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado. Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo? E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível. (Mat. 17:14-20)


Embora seja verdade, às vezes, que Jesus não curou os doentes por causa da incredulidade, não é verdade que foi sempre esse o caso. Às vezes, Ele sabia que era melhor não curar. Ele não curou Lázaro porque tinha em mente um propósito maior. Se pessoas não forem curadas, não é necessariamente prova de fé pequena. Se fosse assim, todos os cristãos na história que morreram tinham pequena fé! Talvez fosse necessário ter mais fé para aceitar a morte e não ser curado do que para ser curado. 


Lembre-se de que Sadraque e seus amigos disseram ao rei que Deus podia livrá-los, mas expressaram confiança nEle mesmo que Ele não fizesse isso
Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. (Dan. 3:16-18)


Pense nisto: Alguns ministros dizem que orar “seja feita a Tua vontade” demonstra falta de fé, visto que existem promessas de cura nas Escrituras. O que você acha? Lázaro morreu porque as irmãs não oraram ou porque lhes faltou fé? Comente. Que propósito maior Jesus tinha em vista naquele momento e que eles não podiam ver? Pensando com maior amplitude, é possível que uma cura leve a consequências negativas no futuro? (Compare a história da cura de Ezequias em Isaías 38, 39).


A esta altura, você provavelmente já tenha estabelecido vários pontos-chave para uma compreensão bíblica apropriada de fé e cura.


(1) Existe uma clara interconexão entre o físico e o espiritual.
(2) É Deus que cura, não a fé em si.
(3) Deus vê o quadro maior e nem sempre escolhe curar.
(4) Mesmo a cura que vem pela medicina moderna provém de Deus

Eis que os mais atos de Asa, tanto os primeiros como os últimos, estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá e Israel. No trigésimo nono ano do seu reinado, caiu Asa doente dos pés; a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade não recorreu ao SENHOR, mas confiou nos médicos. Descansou Asa com seus pais; morreu no quadragésimo primeiro ano do seu reinado. (2 Crôn. 16:11-13)


Com isso em mente, pense em que pode ser aplicada aos seguintes estudos de caso.


Caso 1: Rita, esposa de Gilberto, faleceu recentemente com a idade de 33 anos, deixando-o sozinho sem ajuda para criar três filhos pequenos. Ele não era muito ativo na igreja, e a irmã de Rita, Roberta, dizia repetidamente às crianças que era por culpa de Gilberto que a mãe havia morrido, pois ele não teve suficiente fé para que Rita fosse curada. O que você diria a Gilberto? A Roberta? Às crianças?


Caso 2: Geraldo acaba de receber o diagnóstico de câncer. Ele pede a todos os  membros da igreja que orem por ele e diz que só vai confiar em Deus para ser curado, recusando as opções de tratamento sugeridas pelos médicos. Quando seu tipo de câncer é tratado nas fases iniciais, as chances de um tratamento bem-sucedido chegam a 80 por cento. O que você diria a Geraldo? E à família dele?


Caso 3: Carlos se preocupa com tudo. Ele tem um bom emprego há mais de 12 anos, mas está preocupado porque a crise da economia pode diminuir a demanda pelos produtos de sua empresa, provocando demissões. Ele tem três filhos saudáveis; mas assistiu a um programa de entrevistas que mencionava um parasita raro que atacou mais de trinta crianças no país só neste ano, e ele acha que seus três filhos têm os sintomas. Ele tem pesadelos sobre terroristas explodindo a ponte que atravessa para trabalhar. Finalmente, ele descobriu que tem úlcera. Como você pode ajudar Carlos?


Salomão escreveu: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 17:22). Para encerrar o estudo, prnse em como levar alguma alegria a alguém que precisa de bom medicamento.


Atividade: Planeje uma excursão com a classe para alegrar alguém – membros mais idosos, residentes em clínicas de repouso, pacientes com câncer, alguém que tenha perdido o emprego recentemente, crianças em casas de passagem. As possibilidades são infinitas. Seja específico, marcando data e hora, e planeje de forma que esta não se torne outra boa ideia destinada ao “arquivo redondo”. Deixe que a alegria que vocês oferecem retorne e os faça sentir-se novas criaturas.


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2010/frlic622010.html

Um comentário:

  1. Obrigado por fazer parte do blog das noticias seu blog é lindo porque Fala sobre o nosso Salvador.


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    Abraços E fique com Deus Antonio

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